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A logística aérea está mais democrática

Artigos

29 de agosto de 2025

A logística aérea está mais democrática


A logística aérea está mais democrática

Como a logística aérea virou aliada de empresas de todos os tamanhos 

Durante muito tempo, importar por via aérea parecia coisa de multinacional: cargas grandes, processos complexos, alto custo e muitos intermediários. Mas esse cenário começou a mudar, e rápido. O avanço do e-commerce, a digitalização dos processos aduaneiros e a consolidação de novos modelos de negócios fizeram com que a importação aérea se tornasse uma alternativa viável também para pequenos e médios empreendedores. 

Os números não deixam dúvida. Em escala global, 2024 foi histórico: a demanda de carga aérea cresceu 11,3 % em toneladas‑quilômetro e superou o pico de 2021, impulsionada justamente por envios de compras online e pelas disrupções em outros modais, de acordo com dados divulgados pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). No Brasil, o e-commerce movimentou R$ 196,1 bilhões em 2023, e a expectativa para 2025 é de R$ 234 bilhões, segundo a ABComm. Mas o dado mais surpreendente é que, em 2024, micro e pequenas empresas já representaram R$ 67 bilhões desse total, um crescimento de mais de 1.200% em cinco anos. Essa transformação não acontece apenas nas vendas: também se reflete nas cadeias de abastecimento. Cada vez mais PMEs estão importando diretamente, em volumes menores, mas com frequência maior, buscando agilidade e controle sobre os próprios estoques.  

Ao contrário do passado recente, quando o transporte aéreo era quase exclusivo de grandes players, hoje o que se vê é um número crescente de pequenas remessas internacionais sendo processadas em terminais de carga espalhados pelo país. Plataformas digitais que integram o processo logístico e aduaneiro, serviços de frete consolidados e regimes simplificados de tributação tornaram o caminho mais acessível para empreendedores que vendem em marketplaces.

Importar por via aérea está se tornando regra para quem quer competir com prazos curtos, alta rotatividade e maior controle do ciclo de vendas. No fim das contas, essa transformação não é apenas sobre carga: é sobre acesso. E cada vez mais empresas brasileiras, de todos os tamanhos, estão descobrindo que há um futuro brilhante para a importação no ar. 

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https://www.paclog.com.br/artigo/a-logistica-aerea-esta-mais-democratica/